O jurídico assume papel central na governança

Direito Empresarial, ESG
Publicado em 07/01/2026

Compartilhe nas redes sociais

Milhares de companhias publicaram seus primeiros documentos sob a Diretiva de Relatórios de Sustentabilidade Corporativa (CSRD) da União Europeia, enquanto outras avançam na adoção dos padrões do Conselho Internacional de Normas de Sustentabilidade (ISSB).

Apesar das revisões regulatórias, como a diretiva europeia que adiou algumas obrigações, a maioria das empresas manteve seus planos. Segundo a Pesquisa Global de Sustentabilidade da PwC, 40% das organizações seguirão o cronograma original, mesmo sem exigência imediata. O motivo é claro: investidores, conselhos e clientes passaram a considerar as informações ESG como parte essencial da avaliação de desempenho e de risco corporativo.

A pesquisa revela que mais de dois terços das empresas que já reportam sob CSRD ou ISSB obtiveram benefícios além da conformidade. Os dados extraídos dos relatórios passaram a embasar decisões de negócio, reestruturação de cadeias de fornecimento e ajustes de estratégia. Em 38% dos casos, as informações de sustentabilidade influenciam diretamente a formulação da estratégia corporativa.

O movimento é acompanhado por uma mudança interna relevante, já que 65% das empresas aumentaram o investimento de tempo  da alta liderança e 66% aumentaram o investimento financeiro em sustentabilidade no último ano. A pressão para entregar dados confiáveis também cresceu, tanto interna quanto externamente, refletindo uma nova expectativa de governança.

Nesse contexto, a área jurídica assume papel central.

Empresas com grande volume de contratos, múltiplas unidades e alta exposição pública precisam garantir que as informações divulgadas sejam juridicamente seguras, rastreáveis e coerentes com suas práticas operacionais. A sustentabilidade deixa de ser um relatório anual e passa a integrar a rotina de controle e decisão.

O jurídico, tradicionalmente acionado na etapa final de revisão, ocupa agora um espaço anterior, o da construção. É ele quem assegura padronização de dados, interpreta exigências multijurisdicionais e evita riscos de inconsistência entre discurso e prática.

Assim como ocorreu com os demonstrativos financeiros, os relatórios de sustentabilidade estão se tornando parte da governança cotidiana das empresas. E, nesse novo ciclo, o jurídico é o elo entre transparência, operação e reputação.

Leia também
07/09/2026

Hacked by CoupDeGrace

justiça do trabalho
01/06/2026

Estabilidade provisória à gestante

O Pleno do TST - Tribunal Superior do Trabalho formou maioria recentemente para rever seu posicionamento e considerar válida a aplicação da estabilidade provisória à gestante contratada sob o regime
Assédio Moral, Direito do Trabalho
01/06/2026

Compliance e governança corporativa: O impacto dos 600 mil casos de assédio moral na Justiça do Trabalho e a responsabilidade das organizações

O período de 2020 a 2025 consolidou-se como um marco de intensa judicialização desse tema nas relações laborais brasileiras. Esse expressivo volume de demandas sinaliza falhas estruturais profundas nos programas

NEWSLETTER

Receba atualizações sobre novas publicações diretamente no seu e-mail.
Quer reduzir seu passivo e aumentar a previsibilidade jurídica?

Envie seu desafio. Nossa equipe retorna com estratégia.

2025 © Giongo Advogados OAB/RS nº 4.397 | Todos os direitos reservados.