Na minha experiência atuando ao lado de grandes operações – empresas que recebem dezenas de novos processos todos os dias – o que mais compromete resultados não é a tese jurídica.
É a ausência de uma base operacional bem estruturada.
A boa notícia é que a maioria desses gargalos tem solução. A seguir, compartilho alguns pontos de atenção que, quando bem tratados, fazem toda a diferença na performance jurídica:
𝟭. Estabeleça fluxos que funcionem em escala.
Nos projetos que conduzimos, padronização, automação e definição clara de responsabilidades são fundamentais para manter agilidade com controle, especialmente em ambientes com múltiplas unidades ou grande capilaridade.
𝟮. Mantenha os sistemas sempre atualizados.
Ferramentas de gestão jurídica e plataformas de BI são tão úteis quanto os dados que as alimentam. Garantir o registro consistente de fases, valores, riscos e baixas processuais é parte essencial da entrega, e impacta diretamente a tomada de decisão.
𝟯. Aposte em tecnologia para ganhar escala com segurança.
Automação de tarefas repetitivas, uso de inteligência artificial e integração com ERPs e sistemas jurídicos já são práticas consolidadas nas operações de maior maturidade. São indispensáveis para lidar com grandes volumes sem perder controle.
𝟰. Priorize o encerramento com inteligência.
Em contextos de alta judicialização, encerrar processos com segurança e dentro dos parâmetros de provisão costuma ser mais estratégico do que sustentar litígios prolongados. Já vimos casos em que acordos bem estruturados geraram mais valor para a empresa do que vitórias técnicas.
𝟱. Estruture bem a gestão de audiências.
Nossa experiência demonstra que contar com uma assessoria jurídica qualificada, com atuação padronizada, confiável e bem coordenada, é decisivo para garantir previsibilidade, reduzir riscos e evitar surpresas operacionais em agendas de alto volume.
𝟲. Use indicadores para guiar decisões.
Volume de ações, tempo médio por fase, taxa de improcedência, índice de acordos, valor médio por causa: esses dados não são apenas métricas. São insumos estratégicos para alinhar jurídico e negócio. Esses aprendizados são fruto da atuação direta com grandes redes varejistas, atacadistas e empresas com presença nacional. O objetivo não é apontar falhas, masconstruir caminhos mais eficientes com base no que já testamos, implementamos e aprimoramos em campo.