O que a liderança jurídica precisa entregar para empresas que operam com múltiplas unidades e alto volume de ações?
Existe uma dissonância preocupante entre o que muitos escritórios ainda oferecem e o que as empresas, de fato, precisam.
Ainda é comum ver estruturas jurídicas centradas exclusivamente na técnica: respostas precisas, pareceres minuciosos, teses bem fundamentadas. Tudo isso importa. Mas, sozinho, não sustenta o atendimento de uma operação empresarial complexa.
Empresas com múltiplas unidades, alta rotatividade operacional e milhares de processos em curso não buscam apenas um parecer jurídico. Buscam uma estrutura de resposta. Um modelo de atuação que seja capaz de lidar com volume, velocidade e variação, sem perder o controle.
Essa é a virada de chave: sair da lógica artesanal para assumir a lógica da escala com governança.
É esse o caminho que seguimos – e também o que o mercado passou a exigir de quem lidera o jurídico em operações complexas.
– 𝗖𝗮𝗽𝗮𝗰𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗱𝗲 𝗮𝗯𝘀𝗼𝗿𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗱𝗲 𝗱𝗲𝗺𝗮𝗻𝗱𝗮. Estamos falando de 20, 30, às vezes 50 ações novas por dia. Isso exige equipe treinada, rede de correspondentes, fluxos padronizados, automação de rotinas e controle real de prazos e entregas.
– 𝗜𝗻𝗱𝗶𝗰𝗮𝗱𝗼𝗿𝗲𝘀 𝗲 𝗽𝗿𝗲𝘃𝗶𝘀𝗶𝗯𝗶𝗹𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲. Empresas querem dados, não achismos. É preciso alimentar sistemas de gestão jurídica com consistência, atualizando fases, riscos, valores, sentenças e baixas. E mais: mostrar resultado. Se entraram 100 novos processos, espera-se que ao menos 100 sejam baixados. Resultado jurídico hoje também é performance operacional.
– 𝗜𝗻𝗼𝘃𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗿𝗲𝗮𝗹, 𝗻𝗮̃𝗼 𝗿𝗲𝘁𝗼́𝗿𝗶𝗰𝗮. A aplicação de inteligência artifical e tecnologia deixou de ser diferencial. Tornou-se requisito mínimo para viabilizar atendimento em larga escala e reduzir custos de forma sustentável.
– 𝗛𝗼𝗻𝗼𝗿𝗮́𝗿𝗶𝗼𝘀 𝗰𝗼𝗺𝗽𝗲𝘁𝗶𝘁𝗶𝘃𝗼𝘀 𝗲 𝗺𝗼𝗱𝗲𝗹𝗼 𝗲𝗻𝘅𝘂𝘁𝗼. A pressão por eficiência econômica é uma constante. Ser estratégico hoje é saber entregar mais, com menos, sem comprometer a qualidade da atuação.
– 𝗔𝗹𝗶𝗻𝗵𝗮𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼 𝗱𝗲 𝘃𝗮𝗹𝗼𝗿𝗲𝘀. Grandes empresas estão cada vez mais comprometidas com práticas ESG. E esperam que seus parceiros também estejam. Isso não é marketing. É coerência. No nosso caso, se traduz em iniciativas reais: inclusão de advogadas negras, atuação pro bono com entidades de acolhimento, além da adesão a programas de diversidade.
É esse conjunto que forma a base de um jurídico confiável, estratégico e alinhado aos desafios do mercado atual.